Saúde
Vacina contra dengue é suspensa temporariamente pelo Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada de forma preventiva após a identificação de eventos adversos raros que estão sendo investigados pelas autoridades de saúde.
Segundo o governo federal, foram registrados 42 casos com sinais de alerta após a vacinação, incluindo duas mortes que ainda estão sob análise para determinar se existe alguma relação com o imunizante. Até o momento, não há comprovação de que a vacina tenha causado os óbitos ou os demais eventos relatados.
Mais de 500 mil doses da vacina já haviam sido aplicadas desde o início da campanha, que começou em janeiro deste ano em municípios selecionados. A suspensão permanecerá em vigor até a conclusão das investigações conduzidas pelo Ministério da Saúde, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por especialistas em farmacovigilância.
Em nota oficial, o Ministério da Saúde ressaltou que a decisão foi tomada por precaução e não significa que a vacina seja considerada insegura. As autoridades destacaram que a eficácia do imunizante continua sendo reconhecida e que os casos investigados representam uma parcela extremamente pequena entre os vacinados.
A vacina do Instituto Butantan foi aprovada pela Anvisa no fim de 2025 e se tornou a primeira vacina brasileira de dose única contra a dengue. Estudos clínicos apontaram eficácia de aproximadamente 74,7% contra casos sintomáticos da doença e proteção elevada contra hospitalizações e formas graves.
Enquanto a investigação prossegue, a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda e já utilizada pelo SUS para determinados grupos prioritários, continua sendo aplicada normalmente.
O Ministério da Saúde informou que novas orientações serão divulgadas assim que houver conclusão das análises técnicas e reforçou a importância da vacinação como uma das principais estratégias de combate à dengue, doença que continua registrando centenas de milhares de casos no país.