Saúde

Cientista brasileira lidera pesquisa que devolve movimentos a pacientes paraplégicos

Uma pesquisa liderada pela cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pode representar uma mudança histórica no tratamento de lesões na medula espinhal, tradicionalmente consideradas irreversíveis pela medicina. O estudo resultou no desenvolvimento da proteína experimental polilaminina, capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados.

Produzida a partir de proteínas extraídas da placenta humana, a polilaminina é aplicada por injeção diretamente no local da lesão. A substância atua como uma espécie de “cola biológica”, criando um ambiente favorável para o crescimento dos axônios e a reconstrução dos circuitos nervosos responsáveis pelos movimentos.

O tratamento está sendo desenvolvido em parceria com o laboratório brasileiro Cristália e já teve a fase 1 dos testes clínicos aprovada pela Anvisa, etapa voltada à avaliação da segurança e dos primeiros sinais de eficácia.

Até o momento, 16 pacientes brasileiros conseguiram autorização judicial para receber a aplicação experimental. Pelo menos cinco deles apresentaram recuperação parcial dos movimentos, incluindo casos de paraplegia e tetraplegia. Os procedimentos foram realizados sob coordenação médica especializada, entre eles a do neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar.

Embora os resultados iniciais sejam considerados promissores por parte da comunidade científica, especialistas ressaltam que novas fases de testes clínicos, com um número maior de pacientes, serão essenciais para confirmar a eficácia e a segurança do tratamento em larga escala.

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